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Reumatismo em crianças

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as doenças reumáticas não acometem exclusivas os adultos. O reumatismo atinge milhares de crianças e adolescentes em diferentes idades. Neles, os sintomas são similares aos que afetam os adultos.

As crianças podem apresentar dor e inchaço nas articulações, febre, emagrecimento, fraqueza e atrofia muscular, além da inflamação de vários órgãos. As crianças porém, tem dificuldades de identificar os sintomas, portanto os pais devem estar atentos. O desconhecimento, que na maioria dos casos, não permite tratar a doença de forma adequada,  pode ao longo do tempo gerar um evolução do problema.

As crianças apresentam com mais frequência um quadro de a artrite idiopática juvenil (AIJ), mas há outras patologias como a febre reumática (FR), o lúpus eritematoso sistêmico (LES), a dermatopolimiosite (DMP), a esclerodermia (ESP), a fibromialgia juvenil e as vasculites, entre outras. São também doenças sérias que requerem acompanhamento médico e multiprofissional adequado a fim de assim evitar incapacidade física progressiva.

O tratamento para essas doenças é complexo e multiprofissional, o que requer recursos humanos e financeiros. Além de medicamentos modernos e eficazes, inclui reabilitação e psicoterapia constantes, por vários anos. As famílias, que estão abaladas com o diagnóstico, devem estar atentas que a adesão ao tratamento é decisiva para que as crianças voltem a tem uma vida com qualidade, seja do ponto de vista físico, emocional, social ou escolar.

Sintomas do reumatismo em crianças

Pais e cuidadores devem atentar-se aos hábitos das crianças e acompanhar alterações na rotina, como deixar de realizar atividades cotidianas comuns, como correr, jogar bola, se vestir ou até mesmo se alimentar.

Pode acontecer de a crianças começar a se queixar de dores constantes. As dores, inclusive, podem não cessar com o uso de medicamentos anti-inflamatórios. Podem ainda apresentar vermelhidão na pele e fraqueza muscular. As crianças têm dificuldade de perceber essas essas alterações por isso o olhar dos pais ou responsável é fundamental para diagnosticar as alterações.

De acordo com o número de articulações afetadas, podem-se distinguir três tipos de artrite infantil ou juvenil:

Pauciarticular (Oligoarticular) – menos de 4 articulações são afetadas – é a artrite mais corriqueira em crianças e geralmente de dá em articulações maiores, tal como joelhos e cotovelos.

Poliarticular – mais de 5 articulações afetadas – atinge tanto articulações grandes como as pequenas, como mãos e pés. Ela pode ser uma artrite simétrica, ou seja, que afeta a mesma articulação em ambos os lados do corpo.

Sistêmica – neste caso, além das articulações pode afetar o coração, fígado, baço e nódulos linfáticos.

Diagnóstico e tratamento

Como a doença pode demorar a ser diagnosticada é possível que haja um retardo para o início do tratamento adequado.  Por isso é necessário procurar um especialista em reumatologia a qualquer sinal/sintoma de doença reumática. A rapidez na identificação da doença é fundamental para um tratamento minimize ou elimine com eficácia o quadro de inflamação articular.

Assim como em adultos, o diagnóstico é  baseado nos sintomas, na observação articular e na avaliação das articulações afetadas através do exame físico. Outros exames podem auxiliar o diagnóstico e a orientação do tratamento, mas na maioria das vezes não são necessários. As variações no tratamento, como terapias medicamentosas, atividades físicas e outras dependem muito da rotina do paciente, bem como da gravidade do quadro.